terça-feira, 6 de outubro de 2009

Texto postado no blog do NÚCLEO VAGAPARA, como parte da minha pesquisa para o solo
Auto da Calçola.
Escrito por mim, que sou mulher, já fui amante, já fui esposa e ainda sou dependente.
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Ela era a amante.
A Outra.
Outra.
Aquela mulher dos encontros furtivos no meio da semana, ou na hora do almoço.
A amante é uma mulher invisível.
Geralmente goza de um sex appeal acima da média.
Geralmente goza.
O caso é que mesmo nestes tempos pós-feministas, salvo as sempre existente exceções, a amante tem inveja da esposa. Mesmo nestes tempos pós-feministas, a amante sonha, ainda que dissimulada, com o dia de sair de mãos dadas - em plena luz do dia!
E em todos esses tempos ainda não se sabe que lugar é mais ingrato: a mentira da esposa ou a expectativa da amante. Ambas mulheres tristes que tiraram de si o poder de se sentirem plenas. Ambas na esperança de uma mão outra que as valide.
Ambas vítimas de sua própria dependência.
Quando o "amor" não for mais um jogo de poder...
Quando formos homens e mulheres inteiros!
Todo o conceito perderá o sentido e então amantes, esposas, amigos, maridos, estamparemos apenas nossos próprios olhos e nomes, aonde quer que a gente esteja.

3 comentários:

Ana F. disse...

êpa, que papo é esse de "tempos pós-feministas", hein, mocinha?!

Lisavietra disse...

hahaha
É só um termo, calma...!
É só pra dizer que temos mais questões, outras formas de questões, outras formas de encarar as velhas questões...
Êta muleres estressadas da pôrra!!!
hahahahahahahahaha

Ana F. disse...

não é estresse, não, é só estratégia para chamar a atenção para a questão, risos!