quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carta à Yansã


Querida Oyá,

Não arrede de mim os teus olhos atentos.
Me guarde dos detratores visíveis e dos malfeitores invisíveis.
Que não haja lembrança ferida para ser guardada na minha vida.

Me ensine a fazer deste jogo uma experiência útil.
Que seja sempre mais simples, mais leve e mais divertido estar aqui.

Que não falte o ouro
Que não falte o vinho
Que não falte o arrepio da carne
Que não falte a bem aventurança do carinho.

Me ajude a me despedir das coisas que não têm mais o que me dizer. E que seja com singeleza, querida, porque eu sempre vou preferir o que causa um arrepio macio.

Abre as portas dos lugares por onde eu escolho passar!
E passa de mãos dadas comigo, para eu dividir com você a minha alegria.

Calço os meus sapatos de conforto para adentrar numa estrada florida.
Aqui mesmo nesta terra de desafios, reivindico vitórias e deleites.
Risos e danças, Yansã! Celebraremos juntas!

Eparrei, minha mãe!

Refaz-se o ciclo.
Lhe agradeço.
Lhe reverencio.
Seguro firme nas suas mãos.

Vamos seguir.

1 comentários:

Saulo Moreira disse...

Que boniteza de lindeza de celebração!