domingo, 22 de novembro de 2009

Os dez mandamentos de Osho

Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos.
Esta foi sua resposta:

- Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:

1 - Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.

2 - O único Deus é a própria vida.

3 - A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.

4 - O amor é a oração.

5 - O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.

6 - A vida é aqui e agora.

7 - Viva completamente acordado.

8 - Não nade, flutue.

9 - Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.

10 - Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.

Palavras de Osho

Esperando deus - VII

Depois de nascer, com os olhos grandes e risonhos, ele foi crescendo, como acontece com todas as crianças. Para isso é preciso me desocupar de outras coisas. Não vou mentir: dói.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Exercitando diariamente a LIBERAÇÃO.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CALÇOLAS é um solo que trata de perguntas. Até que ponto o casamento, para a mulher, é uma escolha pessoal ou uma necessidade emocional e social? A mulher tem autonomia, emocional e social, na expressão da sua libido? O maior problema para uma mulher é ser uma vagabunda ou uma encalhada?

Essas são as perguntas que eu me fiz/faço. Não me lembro desde quando. Porque elas sempre fizeram parte da minha vida e estiveram presentes em todas as minhas relações. Hoje, que sou uma mulher adulta e tenho minha meia dúzia de experiências validando o meu discurso, tenho as minhas respostas. Que servem apenas para mim, é verdade. Que não necessariamente satisfariam outra pessoa. Mas o fato é que a História é um fator determinante nas nossas vidas, e boa parte das respostas para essas perguntas está contida nela. E entender isso, que tudo é reflexo da cultura/sociedade/história, acabou com quase toda a minha mágoa. Quase toda... porque eu ainda choro sozinha e em silêncio quando vejo, sinto e vivo algumas coisas. Quando percebo o que esperam que eu seja, diga e faça, sem necessariamente eu ter escolhido voluntariamente ser, dizer e fazer essas coisas, pelo simples fato d'eu ter nascido com uma buceta.

O discurso do meu solo é dirigido às outras mulheres. Não que as pessoas do gênero masculino não tenham nada a ver com isso. Somos o todo, vivemos no todo e somos todos responsáveis. Mas eu não acredito num posicionamento que espera a mudança de atitude do outro para que a minha vida seja transformada. Esta depende de mim. Ou pelo menos começa por mim. Então para mim é incongruente esperar que um homem entenda que o corpo é meu e eu faço com ele o que eu quiser, se eu ainda penso, ou sinto, que no ato sexual, para citar apenas um exemplo, a iniciativa e condução cabe a ele. As perguntas do meu solo são feitas para as mulheres. Porque fazem parte do universo delas. E elas têm que responder, para si, independente de qualquer coisa. As questões apresentadas no meu solo são minhas, mas o sujeito EU da oração não é apenas Lisavietra. Não tem como ser. Esse EU está em todas as outras pessoas que, assim como eu, têm uma buceta. E a determinação de uma identidade não está apenas no que há no meio das suas pernas, mas é isso que, socialmente/culturalmente/historicamente, acaba determinando muita coisa. No meu solo eu falo diretamente para outras mulheres inclusive porque o maior censor da mulher é uma outra mulher. Sempre foi da boca de mulheres que eu ouvi que eu precisava me valorizar, quando eu transava com um homem tendo como única motivação querer sentir prazer com ele. São outras mulheres que me vêem como uma derrotada se eu não tenho uma relação afetiva estável e assumida. Foram outras mulheres, no caso da Uniban, que começaram o motim, encurralando a colega no banheiro para que ela vestisse uma bermuda e cobrisse as pernas. COMO É MEDIDO O VALOR DE UMA MULHER?

O que me motiva a fazer este solo é, sobretudo, lançar a pergunta. Sem necessariamente respondê-la. Porque a resposta existe. Está na vida das pessoas. Homens e mulheres. Mesmo daqueles que nunca se perguntaram sobre ela.

domingo, 15 de novembro de 2009

Meu nome é Lisavietra;
Eu sou atriz;
Tenho 29 anos, 5 tatuagens, 3 cicatrizes e, até este momento da minha vida, 2 homens quiseram casar comigo. O maior defeito de uma mulher é ser uma vagabunda ou uma encalhada? As questões que me trouxeram a este trabalho são questões muito pessoais. Tão pessoais, que eu tive muita dificuldade em transformá-las em CENA. Porque as respostas que eu encontrei para elas são AS MINHAS RESPOSTAS. Apenas isso... Me tornam mais leve e mais feliz. Mas o mundo é cheio de gente! E cada pessoa está buscando a sua resposta. Mesmo que nunca tenha parado para pensar na sua pergunta.

Então eu poderia sair do palco agora... Pegar meus elementos de cena, dar boa noite e ir embora.

Mas eu resolvi ficar.
E compartilhar as minhas questões.
Porque eu acho que elas ultrapassam a minha pessoa.
Eu acho que são perguntas coletivas.
Mesmo para quem nunca tenha pensado sobre elas.

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Ontem, mesmo com muito sono, eu não conseguia dormir. Até que, no meio não lembro de que pensamento, esse texto veio à minha cabeça.
Levantei correndo e escrevi, de lápis, no papel que está impresso o roteiro do meu solo.

Incorporei ele ao solo.

Senti uma grande alívio.

E peguei no sono.

sábado, 14 de novembro de 2009

Quando eu estava perto de me formar, eu comecei a pensar uma coisa: eu não faço questão nenhuma de ser atriz. E eu estava prestes a ser considerada, pela UFBA, uma ATRIZ! (pelo Ministério do Trabalho não - porque, até hoje, eu não tirei o meu DRT...). Mas essa minha atitude é muito estranha, talvez até irresponsável, levando em conta que eu abandonei um segundo grau técnico, no CEFET, fiz um supletivo meia boca e prestei vestibular pra teatro porque eu queria, porque queria, ser... ATRIZ! (mas também é certo que eu nunca quis, em toda minha vida, ser técnica em Instrumentação Industrial e trabalhar na Braskem até a aposentadoria...).

Mas o fato é que eu sou atriz. E sou uma boa atriz, sem modéstia nenhuma. E nada me impede de continuar trabalhando com isso (bem... eu fui tatuando o meu corpo ao longo da graduação, de modo que hoje eu tenho 5 tatuagens, não exatamente pequenas, em locais bem visíveis, o que talvez limite bastante as minhas possibilidades...).
Mas o fato é que eu sou atriz. E pago as minhas conta com isso.

Um belo dia eu descobri que eu queria dizer coisas que estavam dentro da minha cabeça e, para isso, ser atriz não bastava - eu precisava ser ARTISTA. E como a Vida tem uma forma mágica de atrair os nossos desejos pra gente, quando a gente não sente muita ansiedade por eles, eu agora estou tendo a chance de ser ARTISTA e de, finalmente, dizer as coisas que estão dentro da minha cabeça.

As coisas que estão dentro da minha cabeça, estão dentro do meu coração, da minha alma, da minha fala, da minha respiração. Dormem e acordam comigo. Então eu deveria estar muito feliz! Realizada! Plena! Radiante!
Mas eu estou infeliz; triste; chata; agoniada; e querendo que acabe logo.
Eu descobri que EU NÃO GOSTO DE SER ARTISTA.
Eu até gosto de ser atriz (e há diferença) - apesar de não diminuir em nada o brilho dos meus olhos se eu deixar de sê-lo...

Ontem eu tive uma daquelas minhas crises de choro - de acordar no outro dia com o rosto inchado. Que ninguém sabe como é porque elas só se manifestam no meu macio espaço de solidão.

Eu não gosto de ser artista.
Não gosto.
Não gosto.
Não gosto!

Fico pensando o que eu seria se tivesse seguido os meus planos originais: fazer faculdade de letras ou jornalismo, porque eu gostava de escrever desde criança.
Não no aspecto financeiro. E nem levando em conta a minha satisfação pessoal. Eu fico pensando em que LISAVIETRA eu seria... Se não tivesse tido aquele irmão mais velho, daquele amigo de quando eu era criança, que (deus sabe porquê! - já que eu fui uma criança muito tímida e desconfiada), que não cansava de dizer você tem jeito pra fazer teatro-você tem jeito pra fazer teatro-você tem jeito pra fazer teatro. Aquilo ficou na minha cabeça e quando, na adolescência, eu fui fazer, eu vi que tinha jeito mesmo! Aos 16 anos - e nesse mundo eu estou até hoje.
Mas o fato é que eu gosto muito da Lisavietra que eu sou. E é inegável que o teatro é um dos grandes responsáveis por isso. Porque ele me ensinou coisas muito bonitas e muito profundas, como, pra citar só uma delas, a auto-aceitação. O teatro me levou a ter os amigos que eu tenho. Me deu desprendimento suficiente pra eu ser capaz de ver a vida do jeito que eu vejo. E muito mais...

Então é por isso que eu estou triste, mas também estou feliz.
Porque eu estou acabando um casamento.
O que é, naturalmente, uma coisa muito dolorosa e difícil - mas sempre traz em si um desejo enorme de TRANSFORMAÇÃO.

Amanhã eu estarei prestando um outro vestibular.
E essa vontade de fazer uma outra faculdade não veio como forma de substituir a minha profissão atual. Ela veio pra agregar. Porque como ARTISTA, desejosa de dizer coisas que moram dentro da minha cabeça (e sem auto-estima acadêmica pra tentar um mestrado... rs), veio a calhar um bacharelado novinho em folha na UFBA, justamente na área que eu queria me aprofundar (Estudos de Gênero). Eu me inscrevi no vestibular porque queria estudar Gênero mas não me sentia preparada pra fazer um mestrado... aí no meio tempo eu pude exercer, pela primeira vez, de uma forma livre e autônoma, a função de artista.
E não está em mim...!
Eu sei. Alguns vão dizer que é uma crise, que fazer um solo é foda mesmo, etc, etc.

Eu não sou artista.
Isso não é demérito nenhum.

Agora, nesse exato momento, não sei o que sou.
Mas também não estou preocupada em definir!
Só sei que amanhã cedo, com chocolate e água mineral na bolsa, eu vou prestar mais um vestibular. E, caso eu passe, vou começar mais um caminho.
E isso gera um brilho doce e macio no centro do meu peito; me causa um sorriso involuntário; me dá vontade de chorar de alegria.

Eu Sou o que Eu Sou.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não, eu ainda não nasci, mas é que mesmo comigo morta, o trabalho continua. E hoje, durante o meu ensaio, uma amiga me ligou. Aí conversa vai, conversa vem, ela deu uma leve reclamada do namorado dela. E eu lembrei uma Frase Infame que ela já me disse; e que me disse que as amigas dela dizem. É uma Frase Infame que muitas mulheres dizem – dizem muito! (Eu – verdade - , nunca disse; já disse outras, tantas outras Frases Infames, mas essa não. Porque sempre soube, muitíssimo bem, o valor do meu prazer).

- Ele só queria me comer...!

A minha amiga não disse, hoje, a tal Infame, mas eu, voltando do ensaio pra casa, fiquei pensando em como seria o nosso diálogo caso ela tivesse dito. Porque uma das coisas que mais me divertem nesse mundo é ficar criando conversas imaginárias, que eu adoraria que tivessem acontecido na realidade. Então, seria assim:

- Ele só queria me comer...!

- Se você queria trepar também – 'tá reclamando de quê????

E se não queria – trepou com ele por quê??????????????????????????????

E essa seria a réplica:

- Mas é que eu não queria só transar... eu queria algo mais...!

Logo, a minha tréplica:

- Então aí a queixa é outra! – sendo que ele tem todo o direito de não querer algo mais com você!!! Só não se reduza a esse lugarzinho de objeto vulnerável e passivo, peloamordedeus!

E aí, pronto! Menos um problema na humanidade.

Mas a cena acima só aconteceu dentro da minha cabeça. Mas a chance de um dia vir a acontecer na vida real (não necessariamente com a dita amiga) é de 100%. E eu vou guardar as falas na memória pra usar, com pompa e circunstância, na ocasião!

Fiquei com vontade de enfiar elas no meu solo. Mas eu não posso... (rs) estou fazendo o exercício de metaforizar tudo o que a minha cabeça analítica e descritiva teima em dizer LITERALMENTE.

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domingo, 8 de novembro de 2009

Estou em pausa. Pronto! Não consigo escrever porque estou em pausa. Pronto.
É que eu desisti de ser escultora; tenho falado tando disso! escultora da vida....... oooooooh!!!!
Porque é o seguinte: eu sempre me escalifei toda pensando que podia conseguir fazer com que as coisas fossem do meu jeito. Planejando, organizando, DESEJANDO, tomando atitudes, posicionamentos, concluindo as provaveis reações às minhas ações........ e por aí vai, infinitamente.
Dentro da minha cabeça sempre coube a minha vida inteira.
Aí eu fui cansando...
não vou explicar. não sei explicar!
Há umas semanas atrás eu disse: estou morrendo.
Agora eu morri.

Assim que eu nascer eu volto.

Beijo na bunda!

A Temperança



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Totem